Reprodução/Record TV Rio
A Polícia Civil vai investigar se a médica que fez a declaração de óbito de Fernanda Cabral, de 22 anos, cometeu o crime de falso testemunho. A madrasta Cintia Mariano foi indiciada nesta quinta-feira (7) pelo envenenamento da jovem e do irmão dela, que sobreviveu.
Em entrevista à Record TV, o delegado Flávio Rodrigues informou que a profissional emitiu o documento apontando que a causa da morte foi natural. Com isso, o corpo da jovem, que morreu no dia 27 de março, não passou pela perícia do IML (Instituto Médico-Legal), como ocorre em casos de mortes suspeitas.
Ainda de acordo com Flávio Rodrigues, em depoimento, a médica afirmou ter consultado o chefe de plantão sobre o assunto e que ele a informou que não havia a necessidade de encaminhar o cadáver ao IML.
No entanto, o médico citado também prestou depoimento e desmentiu a profissional. Ele disse que a médica responsável fez a declaração de óbito de Fernanda por conta própria, sem consultá-lo.
“Vamos instaurar outra investigação para apurar o possível crime de falso testemunho ou falsa perícia desta médica que atestou o óbito”, disse o delegado.
Segundo familiares da jovem, quando Fernanda esteve internada, a equipe médica não fechou um diagnóstico sobre o caso. Na ocasião, a morte não foi tratada como suspeita, e, por isso, o corpo não havia sido encaminhado para a perícia no IML.
As investigações sobre o crime só começaram cerca de dois meses depois, quando o irmão de Fernanda, apresentou sintomas parecidos, como tontura e enjoo, após ter comido um feijão preparado pela madrasta.
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*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira


